Assim como a própria indústria vinícola, o enoturismo teve um desenvolvimento acelerado no Brasil nos últimos 20 anos. Com o crescimento e profissionalização das vinícolas, espaços adequados foram criados para receber os visitantes. Esse avanço, no entanto, não comprometeu a receptividade dos empreendimentos. Como a maior parte das vezes as vinícolas têm perfil familiar, geralmente o turista é recebido pelos próprios donos da empresa, ou então pelos enólogos responsáveis pela elaboração dos vinhos. A maioria dos roteiros enoturísticos emcontram-se no Estado do Rio Grande do Sul, no extremo sul do Brasil. No entanto, polos vitivinícolas mais jovens, como o Planalto Catarinense e o Vale do São Francisco, já organizaram uma boa oferta de atrações aos viajantes. A boa disponibilidade de aeroportos, estradas em boas condições e sinalização eficiente facilitam o deslocamento aos principais roteiros. Nas regiões mais movimentadas também é possível contar com uma confortável rede hoteleira, formada basicamente por hotéis localizados nas cidades que servem de referência para os polos enoturísticos ou pousadas dentro das próprias vinícolas. Além de descobrir deliciosos vinhos, o turista têm a chance de provar a gastronomia local, conferir programações culturais e do folclore brasileiro, fazer compras, entre muitas outras atrações. A experiência do enoturismo no Brasil é muito distante do estereótipo das praias e das festas populares, o que a torna uma agradável surpresa a qualquer viajante.